Mais um 25 de Abril comemorado na Galiza, #emcasa

O 25 de Abril é umha data de grande relevância, nom só para Portugal, como também para a Galiza. E por esse motivo é cada ano celebrada com diversas iniciativas no país. A Associaçom José Afonso leva, desde o seu nascimento, a participar dessas iniciativas que em anos anteriores se concentravam ao longo da semana do 25 de Abril com concertos, projeçons, palestras e exposiçons. Em 2020, pola situaçom derivada da pandemia de coronavírus, esta programaçom deveu ser adiada. Contodo, a AJA Galiza, de maos dadas com a Gentalha do Pichel e com a colaboraçom da Deputaçom da Corunha, decidiu pôr em andamento umha programaçom virtual para significar a data dentro das possibilidades do confinamento e o distanciamento social.

As atividades começárom o dia 24 nas redes da AJA Galiza com a difusom dum fio em Twitter (album de imagens em Facebook) com alguns dos mais importantes cartazes aparecidos na sequência do 25 de Abril, com especial destaque para os que aparecêrom naquele 1974 e justo depois, e mostrando também alguns dos mais interessantes das comemoraçons anuais promovidas pola Associaçom 25 de Abril e também de várias organizaçons galegas.

No dia 25, a AJA Galiza foi umha das organizaçons promotoras do chamado de mais de 20 coletivos galegos a cantar o Grândola desde as janelas de Galiza às 16h00, coincidindo deste modo com a cita portuguesa prevista para as 15h00. Nas redes foi disponibilizada a versom do concerto de 1983 no Coliseu de Lisboa, legendada para a ocasiom. Como resultado desse chamado coletivo, as redes mostram dúzias de vídeos de diversos lugares da Galiza onde estava a soar o Grândola àquela hora.

As atividades virtuais continuaram com umha breve intervençom de Mário Correia em nome da AJA portuguesa a falar da acolhida que o José Afonso sempre tivo na Galiza e da consideraçom do nosso país como segunda casa do Zeca. Foi em Compostela onde, dous anos antes da Revoluçom dos Cravos, foi tocada pola primeira vez a cançom que em 1974 iria marcar a saída dos quartéis dos militares do MFA.

Umha hora mais tarde foi lançado ao ar, também através das redes, um vídeo realizado polo cantante galego Jasper do clássico do Zeca «Canta, camarada» gravado da sua casa e misturando imagem e som com a interpretaçom do Zeca. Umha intervençom artística criada especificamente para esta comemoraçom virtual.

De seguida, foi a vez de Margarita Ledo, catedrática de Comunicaçom Audiovisual e umha de tantas galegas exiladas em Portugal num momento em que a Revoluçom tinha aberto para a Galiza umha fronteira amiga onde se refugiar do ainda vivo franquismo. Margarita dá, nessa breve intervençom, umha visom galega daquele Portugal revolucionário e conta algumhas das açons do coletivo galego refugiado no Porto, onde ela morou durante dous anos.

Finalmente, as intervençons programadas terminarom com mais música: da sua casa, o cantor português Tiago Fernandes interpretou, também gravado para a ocasiom, o «Traz outro amigo também», de José Afonso, e a «Carta a José Afonso» doutro grande músico português da altura, José Mário Branco.

Para terminar a programaçom, a AJA Galiza compilou e oferece nas suas redes um conjunto de cartazes e imagens de iniciativas doutros coletivos de todo o país comemorando a data e demonstrando, por esta via, que o 25 de Abril é umha referência também na Galiza (pode-ser o álbum no Facebook da associaçom)

Agradecimentos e convite às novas atividades

A Associaçom José Afonso – Galiza quer expressar o seu agradecimento às pessoas que colaboraram com esta programaçom virtual, em particular ao Mário Correia, Jasper e Miguel Grandío, Margarita Ledo e Tiago Fernandes; e também lembrar que a programaçom das atividades previstas para celebrar este 25 de Abril nas ruas galegas nom foi suspendida, mas apenas adiada, até se darem as condiçons que permitam fazê-lo. Por esse motivo, convidam a todo o público a acompanhar as novidades que serám publicadas nos perfis de Twitter e Facebook da associaçom.

7 dias atrás

AJA Galiza

Todo o nosso apoio e solidariedade com a Gentalha Do Pichel, que acabou de sofrer um novo roubo com desperfeitos. Máis do que nunca compre apoiar os centros sociais como espaços abertos, críticos e populares, sempre abertos a colaborar com associaçons como a nossa. Um abraço Gentalha! 🌹PILHAGENS OU REDES DE SOLIDARIEDADE?

Recentemente a Gentalha do Pichel tem sido vítima dum par de roubos no local social e agora sabemos que furtos do estilo estám a suceder-se também em pequenos negócios e mesmo associaçons e sindicatos.
Se bem no nosso caso nom supugérom quantias económicas muito importantes, sim gerárom significativos desperfeitos materiais e mermárom a caixa já de por si modesta nos tempos que atravessamos.
Da Gentalha somos conscientes de que as condiçons de vida da nossa classe estám cada vez mais depauperadas, situaçom agravada pola crise derivada da pandemia. Somos conscientes também de que pretendem divulgar o medo através da manipulaçom mediática que sobredimensiona as consequências de ocupaçons de vivendas e dos roubos em grandes propriedades para conseguir que sejamos as de abaixo as que demandemos mais controlo policial e medidas legáis que nos deixem indefesas perante a classe dominante.
Conscientes de todo isto também queremos manifestar o nosso firme rechaço a quem rouba e dana em pequenas lojas ou negócios locáis da vizinhança e ainda mais em projetos autogeridos que, como a Gentalha, nom tiramos qualquer lucro individual e tenhem como única razom de ser o benefício coletivo.

Face o individualismo e o "salve-se quem puder" que nos impóm o capitalismo, da Gentalha mais umha vez propomos redes de apoio mútuo, solidariedade e organizaçom coletiva.

Só o povo salva o povo.
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2 semanas atrás

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